Mostrando postagens com marcador Formação de Chapa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Formação de Chapa. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Debate de Formação de Chapa IV

Enecos? Dacs? Hein?
Por trás das siglas, o significado prático


Militante da Enecos em ato público
O DACS (Diretório Acadêmico de Comunicação Social) deve ser uma ferramenta para nós estudantes de comunicação, ele deve ser nossa voz.

Nosso curso vai de mal a pior. Não tem sala, equipamento, professor... Quando tem um, falta outro. Logo se faz urgente a nossa representação para exigir soluções e denunciar a precariedade de nossa formação.



Mas essa realidade não se limita a nossa universidade, os cursos de comunicação em todo país passam por realidades muito parecidas, então @s estudantes criaram a ENECOS (Executiva Nacional d@s Estudantes de Comunicação). A ENECOS há 19 anos é a representante máxima d@s estudantes de comunicação no Brasil, Fazendo lutas por suas principais bandeiras: Qualidade de formação d@ comunicador(a); Democratização da comunicação; e Combate às opressões.

O diretório, entretanto, não é só reivindicar melhores condições de estudo, ele também deve propor espaços de formação para além da sala de aula, deve promover a interação entre os estudantes, realizar debates sobre os temas mais relevantes ao dia-a-dia d@s estudantes e da sociedade.


Por isso a chapa "para repartir com tod@s" vem chamar todos e todas não somente a comparecer nas eleições dias 11 e 12 de maio, mas também a repartir conosco as idéias e as ações que você acha que o diretório deve promover. Contamos com você.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Debate de Formação de Chapa III

Qualidade de Formação do Comunicador
Não nos basta a estrutura!

Quando falamos de Qualidade da Formação do Comunicador Social é necessário fazer uma reflexão sobre nosso currículo. Será que estamos estudando para ter uma formação de qualidade? Será que estamos estudando para compreender o contexto social em que vamos trabalhar e intervir? O comunicador tem que entender todo o funcionamento histórico, social, político e econômico do mundo em que vive e atuar diariamente na resolução dos problemas mais sentidos da população.

Entendendo o nosso papel social enquanto futuros comunicadores, que vão formar a opinião dos cidadãos, é fundamental ter disciplinas teóricas, como Sociologia, Filosofia, história entre outras que nos dê essa base da formação social. É importante ter uma boa divisão de disciplinas teóricas ligadas as práticas e uma parcela de disciplinas optativas para explorar currículos de outros cursos. É imprescindível ter espaço de atuação
estudantil nos veículos laboratoriais, onde as disciplinas práticas das habilitações possam ser inseridas nas programações e trabalhos dos veículos, além de que mais bolsas sejam oferecidas aos estudantes.

Infelizmente na UFS e mais especificamente no nosso Departamento de Comunicação, passamos por um momento ruim, onde a falta de estrutura, laboratórios e até professores, não nos garante a qualidade de ensino que precisamos. Mas os estudantes estão se movimentando. Realizamos desde o ano passado Assembléias Estudantis, reuniões com o Departamento e até um pedido de audiência pública com o Reitor para discutir com todos os estudantes os problemas e apontar soluções. Esse processo de mobilização foi muito vitorioso, pois a partir dele os professores também se mobilizaram e construíram um “dossiê” relatando a péssima condição que o curso de Comunicação vem funcionando e o que precisamos para ter de fato uma formação de qualidade.

Nós da Chapa "Para Repartir com Todos" vamos continuar a mobilização e articulação na luta pela melhoria da formação dos estudantes da UFS. Acreditamos que o currículo de qualidade deve também ser pensado e organizado pelos próprios estudantes, por isso, vamos construir a 1° Semana Acadêmica do Curso de Comunicação Social da UFS junto com o Seminário Nacional de Diretrizes curriculares.

Debate de Formação de Chapa II

Que a comunicação se pinte de povo!
Derrubando os muros da comunicação no Brasil! Vamos democratizar!




Desde que as comunicações chegaram aqui no Brasil, lá para a década de 50, a situação já era difícil para quem queria montar sua TV, sua emissora de rádio, ou até mesmo o seu jornal. Os equipamentos para construção de uma emissora são muito caros e além do que, para montar uma rádio ou uma TV, é necessário uma concessão pública que é concedida pelo governo federal. Agora, imagine, se na época da ditadura militar, o governo ia conceder o direito de montar uma rádio ou tv para qualquer um que quisesse? Claro que não! Acabou que, desde àquela época até os dias de hoje, quem pode ter esses meios são geralmente pessoas de forte influência política no nosso Brasil.

Quando olhamos a nossa situação em Sergipe, vemos que, em todas as emissoras privadas locais, temos apenas 3h/dia de programação local , todo o resto é programação produzida no eixo rio-são paulo e pouco falam sobre nossa cultura, gente e dificilmente escutamos nosso sotaque nas telinhas. Com excessão da TV Aperipê, que veicula pouco mais de 20h/semana de programação local, todo o resto da programação a qual subtemos nossas horinhas de descanso mostram realidades distantes do nosso Sergipe. Afora isso, ficamos chocados a cada matéria dos jornais locais que tratam os temas mais delicados com uma ordinariedade bastante displicente. Cada manchete deixa transparecer o pouco comprometimento com o fato de que, são aquelas as informações que vão servir de argumentos para que as pessoas formem sua opinião a respeito dos
acontecimentos do cotidiano. Assim, vemos os mais exdruxulos titulos que chamam crianças de criminosos, estampam fotografias que ferem gravemente os direitos humanos. É assim? Cada veiculo faz o que quer?

Tem sido assim, mas nós, da Enecos e do coletivo Para repartir com todos e dos movimentos sociais que pensam a comunicação queremos diferente; Se aumentássemos as horas de programação local, teríamos 6x mais de trabalho para nós, futuros trabalhadores da comunicação, teríamos mais espaços para a produção da cultura e para o escoamento desta. E estaríamos incluindo na TV, Rádio Jornais, outros pontos de vista e divulgando outras informação. Do jeito que tá, a coisa fica muito unilateral e apresentando somente um posicionamento sobre as coisas. Queremos poder interferir na programação através de conselhos de comunicação, ter cotas para os grupos. Enfim, queremos participar mais e muito mais da comunicação que nos cerca! É claro que essa luta é nacional, e aqui para nossa UFS, luatermos por:

- Maior participação estudantil nas decisões e programação da Rádio UFS!
- Semana de Democratização da Comunicação para avançarmos no debate!
- Criação de Jornal e manutenção de Blog e redes sociais para escoamento da produção estudantil oxigenação de outros pontos de vista!

Democratização JÀ!

Debate de Formação de Chapa I

Combate às Opressões
“ Apartheid disfarçado todo dia, quando me olho não me vejo na TV, quando me vejo
estou sempre na cozinha ou na favela submissa ao poder”

(Arthur Cardoso)

Se fôssemos perguntar quem seria esse sujeito do trecho da música acima, facilmente você responderia que é um negro e pobre. Mas isso foi tão fácil de responder por quê? Sabe realmente o por quê disso?




Todos os dias vemos nas notícias que a polícia subiu no morro matando dezenas de “traficantes”, ou assistimos novelas onde o negro está na cozinha, e as mulheres é a dona de casa, sempre disposta para cuidar do “maridinho” que chega cansado do trabalho.

E qual está sendo papel dos meios de comunicação nessa história? Essas imagens da mulher ou do negro que passam na TV é um reflexo da realidade de uma sociedade excludente. A mídia está sempre reforçando essa discriminação em suas notícias, novelas e com isso ajuda a criar imaginários sociais preconceituosos, logo ela que deveria está a serviço do povo.

Ao buscar a construção de uma sociedade mais justa, humana e igualitária, o movimento Estudantil tem a necessidade de discutir em seus espaços o combate ao racismo, à homofobia e ao machismo ( às opressões de etnia, sexualidade e gênero), assim tomando consciência de que é preciso combater a estrutura social opressora – seja ela política, cultural, econômica ou jurídica – que não permite que haja igualdade de fato nas relações sociais.

Percebeu o por quê disso? O por quê de ter associado o sujeito ao negro e pobre? Mas para não ficar só nos por quês, nós da ENECOS e a chapa Pra repartir com todos, temos como bandeira de luta o combate às opressões, por acreditar que temos um papel de desconstrução desses estereótipos, amu
derecendo essa discussão e inserindo essas questões nos espaços do movimento, bem como a desnaturalização cotidiana de toda forma de opressão e formulando respostas concretas desses por quês!